O nácar em minhas vísceras devora pedras Talvez por isso exista o riso ainda em mim Das feridas em cicatriz as ostras não geram pérolas? Quando não, sobra o escarro para limpar o peito Esse cheiro de barro cru? Vem da terra que me pariu O sangue no caminho? Dói em mim, mas não é todo meu Tenho cinco fígados e oito corações e dou de comer Aos cães que sobraram depois do fim do mundo Quer um pouco? Ou prefere o tesouro escondido? Farei um colar de risos para enfeitar teus tornozelos Assim ao caminhar verás o mar e não as ostras