
Sangrei tanta vida aos meus pés
Que vou me esquecendo de todo feio
E quando um dia cair de muito alto
Que alguém ouça o segredo em meu epitáfio:
“Aqui jaz um poço que verteu o mais fundo que pôde”
E que a minha lápide seja uma pedra ainda viva
Por eu ter a sorte de cair para sempre no mais longe do mar
Onde mora toda a água que não tive
E por enquanto, de tanto me alimentar de ventos
Que ao menos aprenda a chover debaixo da terra
Para matar a sede das flores
2 comentários:
a foto em si já é uma poesia iconográfica!
sobre o texto, não tenho a capacidade de comentar.
;)
Absurdo, menina!
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