------------------------ Às vezes passo horas a observar essa parte de mim que ama tanto... E quando me canso, definitivamente, a outra, do nada, está em paz.
Ah, beleza tormento e dádiva! / Quem dera não fosse a cegueira malha / Quem dera não fosse o mundo fluido / Quem dera não fossem os homens nada / Aqui estou entre eles, um deles / Aqui aprendi a andar sem sequer saber viver / Adan ao espelho não é avE / Jamais voará como Lilith / E eu que dela nasci / Estremeço, ãçam de amar / Por deus, ajudem-me a quebrar os cacos / Quero anos de azar enquanto dormem os bons, os falsos / Libertar meu avesso é o verbo alumiado / Esse espaço negro onde tudo cabe / Esperando, esperando seu jorro / Que monstro habita essa casa escura? / Esse breu que noite passada sussurrou o seu nome / E essas asas cansadas / Proteção aos meus pés descalços / Feridos por todo chão / E esse povo. E esse povo! / Morri ontem junto com muitos, hoje ressuscito / Ofereço sem medo tudo o que tenho em sacrifício / Possuidora apenas de mim, me divido em tudo o que me invade / Me dôo em cada esquina, em toda parte / Quem dera possuísse o sopro dos incêndios / Quem dera soubesse quem-derar na vida / Quem dera não fosse feita de barro cru... transbordando silêncios...
3 comentários:
Vixemaria, que coisa mais linda, Silvinha. Lindo!
Vale um poema inteiro, melhor, é um poema inteiro, sem faltar pedaços.
Beijos.
Magna
O ruim mesmo é só essa demora em atualizar as postagens.
Rosenthal Gutierrez
eita, a bronca valeu Rosenthal, muito bem dada...
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