domingo, 1 de março de 2015
domingo, 22 de fevereiro de 2015
pequenezas
havia flores tristes em minhas mãos
hoje cedo enquanto a vida
se acreditava lá fora
quem cruzar meu caminho hoje
não terá recompensas
tão menos promessas de amor
somente o espetáculo da flor
luta em cada uma das suas pétalasquinta-feira, 27 de novembro de 2014
sussurro aos unicórnios
hoje
senti cheiro de morte em teus cabelos
aquele
perfume íntimo e novo
que
sorri nos dias simples
hoje
senti o desejo de
deitar
sombras no colo
a
embalar devaneios
não
havia deus, mães, filhos, pais
esposas,
maridos, irmãos ou amantes
nenhum
nome do amor
------------------pronunciado
em vão
era
o mundo nu das solidões
dando
sentido às ruas
e
aos prados em nós
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Recife
é preciso cuidar dessa pedra
sob a cortina de leite na franqueza do sol
sob o sal das águas e a ardência do cão
ainda vivem muitos pássaros...
terça-feira, 2 de setembro de 2014
carta cigana a um andarilho
como o mar chama
e deixa a voz mais divina
que o mundo já pôde tocar
toma, leva as máscaras e as raivas
leve-as despidas ao
vento
para um passeio que flana
deixe que falem de dentro
o teu peito aguenta
o nosso peito de rochas esculpidas
em águas aguenta qualquer coisa
até que se morre um dia e pronto, está feito!
por deus, leva as tuas máscaras e as tuas raivas contigo
Andarilho, te falo de homem para homem,
de poeta para poeta...
também careço de paz e de estradas
como a mulher em ti
quando o vento norte do Saara me encontrou
eu também estava só, entre nadas e abismos
vai e deixa as tuas máscaras e as tuas raivas diluídas
na paisagem das ondas de calor que descansam ao sol
mais um tanto de fé e está lá, um oásis
quem sabe num domingo qualquer a gente se encontra por aí
e caminharemos juntos, lado a lado, ausentes das guerras...
por enquanto, é um sussurro
para compartilhar a Paz
há que se ter coragemmuito mais coragem
sábado, 2 de agosto de 2014
quando se morre o corpo inteiro fecha os olhos?
onde apenas nós, os vivos?
onde apenas eles, os mortos?
as unhas e os pelos
são irmãos do tempo?
crescem entre espíritos por luxúria?
quanta terra se enterra
a descobrir silêncios?
a descobrir silêncios?
corpo,
celebro a vida em teu nome!
e a vida, dança...
os ossos,
sem a querência do fogo
sobram ou ficam?
a memória dos ossos se ajoelha
diante de qualquer fogueira...
morte,
celebro a vida em teu nome!
nua, sou tua!
e a vida, dança...
celebro a vida em teu nome!
nua, sou tua!
e a vida, dança...
sábado, 12 de julho de 2014
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